CARTA
 
NESTE CAPÍTULO
   


 
 

 

Caro Amigo,

Manuel da Quelha

Foi com enorme satisfação que recebi a noticia, por ti dada, de que vais publicar um livro de tua autoria a falar, penso que, de ti e da terra onde nasceste – TRINHÂO.

Congratulo-me com tão significativa iniciativa e desejo-te as melhores e maiores felicidades, bem como, redobrados êxitos.

Quero, após a notícia, dedicar-te duas insignificantes letras, para as quais, diga-se, tenho um perfil algo limitado, formação académica, igualmente limitada, mas não podia deixar de louvar a tua astúcia e, sobre tudo, a tua coragem para levares por diante semelhante iniciativa

Espero muito sinceramente que essa obra venha trazer algo de novo e de importante, não só a ti, como a todos aqueles que nela se revêem, nomeadamente os trinhaenses.

Rapaz – homem – nascido numa aldeia Beirã, onde vives-te até aos 7 anos, com uma infância algo oprimida e complicada aliás, como quase todas as infâncias nessa aldeia passadas. Ora, apesar da diferença de 5 anos de idade entre nós existente, não impediu que ainda brincasse-mos juntos durante alguns anos.

Derivado da nossa vizinhança, convivemos próximos, naquela terra e, mais tarde, continuamos a conviver muito perto e a trocar algumas ideias sobre vários assuntos, para os quais sempre te mostraste interessado.

Se bem te conheço, és um Homem lutador, idealista, e sempre disponível para ajudar. Colaboramos juntos numa grande obra ainda hoje existente – o Rancho Folclórico da Casa de Pampilhosa da Serra – para a qual contribuíste bastante quer com a tua disponibilidade como elemento, dançante, do rancho, quer como com as tuas ideias para colocar em marcha um projecto que até hoje deu certo, sem comentários desnecessários e que não virão a preceito.

Agora, decidiste enveredar por outras formas de dar a conhecer os teus projectos e objectivos, as tuas ideias e sentimentos, publicando um livro e prosseguindo uma forma diferente de estar na vida. Ainda bem que alguém destas origens e com os teus sentimentos consegue publicar algo que transcreva, simultaneamente, dois sentimentos; As carências de uma aldeia onde nasceu, em matéria de infra-estruturas, bem como, as suas próprias necessidades.

Sem me querer pronunciar sobre o conteúdo de tão surpreendente obra, até porque não a conheço, desde já te quero dizer que, estás a assumir, penso eu, de plena consciência e de corpo e alma, tudo aquilo que nele vais inserir.

Pode não parecer importante para muita gente as mensagens neste celebre evento contidas, mas, acredita ser-lo-ão, para muitos outros.

No entanto, e apesar de mais uma vez ser louvável semelhante iniciativa, é extremamente necessário dar continuidade à obra. Por isso, prepara-te para vires a ser confrontado com a sua execução.

Para mim, como teu amigo, apenas te desejo os maiores sucessos e por último que consigas por em prática todo o teu poderio de iniciativa e concretização.

Vamos em frente amigo e não te consideres só

José Domingues

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