COLÓQUIO "TRINHÃO- QUE FUTURO?"
 
NESTE CAPÍTULO
   


COLÓQUIO
INTERVENIENTES
A ORGANIZAÇÃO

 

REGRESSAR A "TRINHÃO SÉC.XXI"

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Colóquio realizado em 18-02-2001

Local: Torres Novas (Auditório da NERSANT)

Respondendo ao desafio oportunamente divulgado, perto de uma centena de Trinhaenses e alguns Oradores convidados dividiram a meio o caminho que separa o Trinhão de Lisboa para se juntarem em Torres Novas, no Auditório gentilmente cedido pela Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém.

O objectivo era avaliar a situação actual do Trinhão e seus Anexos (Vale Porco, Grota e Fontes) e encontrar alternativas para o futuro que contrariem a tendência de inércia e abandono que se tem verificado nas últimas décadas do Século XX.

O Sr. Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra ( SR. HERMANO DE ALMEIDA ) foi dos primeiros a chegar, vindo de propósito de Coimbra na sua viatura pessoal para dar o seu apoio e contributo. Seguiu-se um autocarro proveniente de Lisboa e o autocarro cedido pela Câmara Municipal para transportar os residentes no Trinhão e Vale Porco.

Usando meios informáticos e um variado painel de Oradores, a organização apostou tudo na sensibilização dos participantes. Futuramente será elaborada uma pequena brochura do Colóquio, de cujo conteúdo antecipamos uma breve Síntese.

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MANUEL DA QUELHA – Moderador dos trabalhos do Colóquio

Em nome da Organização, abriu os trabalhos, agradecendo a presença de todos os Oradores convidados e participantes no Colóquio e apresentando uma Síntese geral para a análise dos trabalhos, com algumas indicações do que viriam a ser os Temas a abordar.

Seguiram-se os seguintes Oradores, de cujas intervenções destacamos alguns pontos:

MANUEL ANTUNES

( Presidente da Comissão Progressiva da Povoação de Trinhão )

 

Depois de cumprimentar os presentes, recordou os tempos em que tudo faltava, e que levou ao abandono do Trinhão e seus anexos devido á impossibilidade de desenvolver uma agricultura e pecuária rentável.

Referiu que é imperioso alargar os caminhos centenários e a colaboração dos proprietários para rasgar novos horizontes para o Trinhão.

Destacou os principais momentos da História da Comissão, desde a constituição da Sociedade de Iniciativas Trinhaenses em 13 de Fevereiro de 1932, que adquiriu a actual denominação em 1959, foi reconhecida como Colectividade de Utilidade Pública em 1985 e está a comemorar o seu 69.º Aniversário de existência.

Apelou à participação dos sócios e trinhaenses em geral para que se criem condições para novos projectos para a nossa terra, sem esquecer a indústria, o turismo a cultura e a educação.

Falou na importância da componente humanista da Comissão, cujos principais beneficiários são os residentes do Trinhão, e dirigiu-se a todos os trinhaenses para que ponham de lado as suas quezílias pessoais e reforcem a união e lutem pelo desenvolvimento da sua terra.

NORBERTO ALVES

( em representação do Presidente do Grupo Recreativo de Trinhão
– ausente por motivos familiares )

Lembrou a fundação do GRT em 13 de Outubro de 1968, por um grupo de jovens com idade a rondar os 14 anos, desejosos de convívio e levar a efeito diversas actividades culturais e recreativas.

Saudou o início do associativismo trinhaense em 1932 (Sociedade de Iniciativas Trinhaenses) e frisou bem que o objectivo dos fundadores do GRT nunca foi criar dificuldades à Comissão, mas o complemento duma série de actividades que de outra forma não seriam realizadas.

Recordou os tempos em que o GRT foi Tri-campeão dos torneios de futebol de onze da Casa do Concelho e as inúmeras realizações levadas a cabo ( excursões, piqueniques, torneios de futebol de onze e de salão, teatro, almoços, festas, etc. ).

Apelou à participação de sangue novo nas actividades do GRT para que projectos como o do polidesportivo ( um complexo que integrará balneários, bar e outras infra-estruturas destinadas ao divertimento e lazer, desde a infância à terceira idade ) possam ter pernas para andar.

PAULA FRANCISCO

( Apresentação do Historial do Trinhão e seus Anexos )

Comentou o documento de 9 páginas ( editadas pelo destacado dirigente da Comissão e do Grupo Recreativo – ANSELMO LOPES – com base em documentos originais e relatos verbais que já fazem parte do conhecimento comum da maior parte dos trinhaenses ), que foi previamente distribuído a todos os participantes no início do Colóquio.

A Oradora foi salientando os aspectos mais relevantes, de que salientamos:

- População (segundo os Censos e incluindo Trinhão e Anexos): 317 habitantes em 1911, subindo para 452 habitantes em 1940 e descendo para 357 habitantes em 1960 (já com os efeitos da emigração a fazerem-se sentir). Em 1981 este número era na ordem dos 131 habitantes, 111 dos quais só no Trinhão, que tem mantido a sua população residente graças ao regresso dos reformados, ainda activos.

- Movimento associativo: a Sociedade de Iniciativas Trinhaenses, constituída em 1932 (a segunda colectividade regionalista do Concelho de Pampilhosa da Serra) e a que sucedeu em 1959 a Comissão Progressiva da Povoação de Trinhão, que viria a adquirir o Estatuto de Colectividade de Utilidade Pública em 1985. Também o Grupo Recreativo de Trinhão, formado em 1968 e que se destacou pela dinamização de actividades desportivas e culturais que levaram, nomeadamente, vários dos seus membros a integrar o elenco inicial do Rancho Folclórico da mesma Casa Concelhia.

- Satisfação de necessidades básicas: Águas (abastecimento público e ao domicílio), Capelas (restauro da antiga e construção da actual), Escola Primária (já encerrada por falta de alunos) e Casa para a Professora, Telefones públicos (Trinhão e Vale Porco), Estradas de ligação e arruamentos, Cemitério, Electrificação, etc.

- Dinamização de actividade económicas e sociais: Construção e gestão do Lagar Associativo, Intervenção na exploração da Resina (anos 60), Manutenção do Bar Associativo (na ausência de outros estabelecimentos comerciais) e criação do actual Centro de Dia do Trinhão (gerido pela Caritas).

- Participação em Comissões Inter-Povoações: Para a construção da Estrada Nacional 344, para a construção da Ponte de Álvaro e para a construção da Ponte da Amoreira.

- Convívios e actividades culturais e desportivas: Muitas vezes associados à recolha de fundos para a criação de infra-estruturas, quer a Comissão Progressiva (Comissões de Festas), quer o Grupo Recreativo têm um longo historial de realizações. Apenas uma referência para a Festa Anual, que actualmente se realiza no fim de semana do 3.º Sábado de Agosto.

ARMINDO MENDES

( Presidente da Junta de Freguesia de Portela do Fojo )

Realçou as potencialidades turísticas e florestais da Freguesia de Portela do Fojo, " tendo a seus pés as águas límpidas e serenas da Barragem do Cabril, num abraço de beleza dos rios Unhais e Zêzere ao unirem-se ao Sul desta Freguesia."

Baseado em documentos históricos, informou que:

" O Trinhão foi sede de Freguesia, até à construção da Capela Mor da nossa Senhora da paz, do Vilar das Amoreiras, desde o dia cinco de Outubro de 1793 a 24 de Outubro de 1795.

Teve como pároco desta Freguesia, o Reverendo Padre Frei Francisco Estevão, Cura, natural dos Amieiros, termo da Vila de Álvaro, do Priorado do Crato, tendo residido nesta povoação em casa adquirida e reparada pela comunidade.

Havia, nesta povoação, um conjunto de profissões, tais como: os serradores, o carpinteiro, o pedreiro, o ferreiro, o oleiro que fabricava a telha, o funileiro, o albardeiro, o pastor, o moleiro, o resineiro, o barbeiro "curandeiro", o toureiro e muitas outras que merecem a nossa homenagem como pilares do passado e indicadores dos caminhos do futuro. "

Como ideias para o futuro apontou, entre outras:

- a criação de uma associação ou cooperativa , tendo por base o lagar de azeite da Comissão;

- a criação de gado e implantação de uma queijaria associando-se a outros produtores do concelho;

- um projecto para a limpeza e venda de resíduos florestais, ligado à já criada Associação de Produtores Florestais do concelho de Pampilhosa da Serra;

- incentivar os idosos, proporcionando-lhes uma cultura vivida à semelhança do seu tempo (os cantares, as lendas, as romarias, o tilintar das campainhas dos rebanhos e o toque das melodias do pífaro do pastor).

Apelou aos reformados para enriquecerem o projecto do excelente Centro de Dia que o Trinhão tem, salientado o papel do Director da Caritas Diocesana de Coimbra, Sr. Padre Sousa.

DORES GUERREIRO e FIRMINO DA COSTA

Sociólogos, Professores Universitários e Estudiosos

do Fenómeno da Migração dos Beirões para Lisboa

Depois de uma primeira referência ao conhecimento dos Trinhaenses em Lisboa (no Bairro de Alfama ), a Dr.ª Dores Guerreiro chamou a atenção para a importância de ligar: - o passado com o futuro;

- a experiência e o saber dos mais velhos com os conhecimentos e meios tecnológicos dos mais novos;

- as pessoas que estão na aldeia com as que estão fora, em cooperação e no sentido de também envolver estas nas iniciativas que venham a ser tomadas.

 

No actual contexto de mercado, foram apontadas as seguintes potencialidades para o Trinhão e seus Anexos: A agricultura biológica; O turismo rural; A promoção destes produtos/serviços através da Internet (criação de uma página); A realização de cursos para residentes (projecto "Escola Aberta"); A criação de empresas para jovens (com incentivos); Um ciclo anual de gastronomia saudável (com a hipótese de envolver outras aldeias).

O Dr. Firmino da Costa reforçou a ideia da cooperação Cidade – Aldeia (envolvendo os Trinhaenses e seus descentes residentes for do Trinhão), salientando o facto de estar a haver uma inversão de ciclos na vida das pessoas que:

- Antigamente nasciam na aldeia e iam ganhar a vida na cidade;

- Agora nascem na cidade e já não querem viver só na cidade e também procuram a aldeia.

Focou igualmente as possibilidades de:

- Oferta turística: o rio, a floresta, a alimentação saudável, etc. (promoção com a ajuda dos jovens);

- Oferta cultural: as tradições, as festas, as músicas, etc.;

- Promoção e colocação no mercado (através dos jovens) destas ofertas e dos produtos biológicos;

- Aproveitar os reformados (ainda saudáveis e com capacidade de trabalho) nas actividades a desenvolver.

GONÇALO LOPES

Jovem Trinhaense

O Trinhão conta ainda assim com um número considerável de jovens, das mais variadas idades, gostos e interesses. Muitos deles reúnem-se para as usuais festividades e actividades organizadas pela Comissão, mas infelizmente, a grande maioria fica-se por essas ocasiões pontuais de convívio, esquecendo depois a "terra" até à próxima "festa" ou almoço.

Salientou que um futuro forte e certo para esta povoação terá de passar inevitavelmente pelas mãos destas gerações mais novas. Para isto, é necessário manter os jovens agarrados a esta terra, fazê-los gostar desta terra, fazer crescer neles o desejo de a preservar, para que possam usufruir sempre dela.

À pergunta - o que tem o Trinhão actual para oferecer aos jovens?, respondeu - muito pouco, e exemplificou: o campo da bola, um dos maiores feitos do Grupo Recreativo, que continua a ser um dos locais predilectos para a diversão da juventude; e a casa do povo (bar associativo), com a mesa de matrecos, televisão e alguns jogos de mesa.

Para atrair os jovens, enunciou algumas ideias:

- Os balneários (projectados há muito tempo e já parcialmente construídos) poderiam ser um dos maiores pontos de partida para a reanimação de toda a parte desportiva. Mas também uma venda de bebidas, uma esplanada para quem assiste, holofotes para jogos nocturnos, quem sabe até uma piscina.

- Na "casa do povo": criar mais espaços para o convívio sem ser uma sala cheia de mesas para os serões das cartas ou dominó.

- Há várias casas abandonadas espalhadas pelo Trinhão, que com esforço e dedicação se poderiam tornar no local ideal para inúmeras actividades.

- No rio: piscinas fluviais, melhor apoio para a pesca , zona de piqueniques.

- Outras potencialidades: trilhos para bicicletas, atletismo e um centro multimédia, que com os contactos certos sai praticamente de graça hoje em dia.

- Mobilização dos jovens nas zonas onde moram, em Lisboa por exemplo, através da realização de actividades e formação de um núcleo de jovens interessados em contribuir mais activamente.

- Concluiu que este tipo de iniciativas seriam o ponto de apoio para levar os jovens a cuidar do que era seu e o arranque para a protecção do Trinhão no futuro.

JOSÉ DOMINGUES

( Fundador do GRT e Presidente da CPPT nos anos 90 )

Pegando no tema "O Trinhão e a Sobrevivência" recordou os seus tempos de menino e a forte migração que se acentuou a partir dos anos 60, em que a Escola Primária ainda tinha muita mocidade e havia actividades de sustentação e retenção das pessoas.

Recordou a permuta de serviços, em que as pessoas poderiam "dar dias", em alturas sazonais, como a cavagem das terras, a apanha das azeitonas, roçar mato ou arranjar lenha, para queimar no inverno e à lareira. Uma outra actividade era a de resineiro, embora esta mais fixa, mas também, muito mais rude.

Mas também, que o Domingo, o dia de descanso Semanal, os bailes, o jogo da barra e ir ao rio para aprender a nadar.

Mas, se houve razões para a migração das gentes do Trinhão, referiu que já não encontra explicações plausíveis para que os Filhos da Terra, os Amigos da terra e os netos da terra, se afastarem tão drasticamente desse cantinho serrano cheio de tradições, mesmo em fins de semana ou férias.

Para isso é necessário devolver ao Trinhão a sã e forte união que outrora existia, que as pessoas dediquem mais atenção ao essencial e menos ao acessório (a vida dos outros querelas e invejas).

Defendeu que era urgente transmitir e educar os jovens para que façam do Trinhão novamente, uma Aldeia com tradição, mas também não usar herbicidas, colocar o lixo no caixote do lixo e evitar a droga. Tudo isto sem usar a arrogância, mas antes dialogar e encontrar soluções para os problemas.

ANSELMO LOPES

( Fundador e Presidente do GRT nos anos 70 e Presidente da CPPT nos anos 80 )

Defendeu uma Estratégia de desenvolvimento do Trinhão, a partir de três atitudes essenciais:

Deixar de dizer mal ( de tudo e de todos )

Ter orgulho no passado ( das obras, do convívio e das realizações )

Vontade de mudança (identificar potencialidades e interesses, procurar apoios e incentivos, elaborar projectos e encontrar parcerias) 

Mencionou a importância de aprender com o passado a ter objectivos, como por exemplo:

- No abastecimento de águas: construção de uma mina nos anos 30 para ter água potável; construção de fontanários nos anos 60 para ter a água mais próxima das habitações; abastecimento ao domicílio nos anos 80 para o bem estar das pessoas

- No ensino: construção da Escola Primária nos anos 40 para lutar contra o analfabetismo

- Nos transportes e comunicações (nos anos 50): construção da estrada de maquedame do Fundo do Indioso ao Trinhão (de sol a sol, a pá e picareta) para fugir ao isolamento acentuado pela Barragem do Cabril; construção de uma Batelão para o transporte de madeira; construção mais acessos para os veículos automóveis para facilitar o trabalho e a vida das pessoas.

Mas também a vantagem das pessoas terem estado juntas para construir a unidade:

- Os Domingos no Trinhão ( a missa, os bailes e a taberna )

- Os serões à lareira , as desfolhadas e as debulhas ( o convívio íntimo mais íntimo )

- As patuscadas e a visita às adegas ( a amizade e o convívio – ex.: as Janeiras )

- A Ronda ao Trinhão, à Grota e ao Vale Porco ( a união, a tradição e cultura )

- O Lagar ( o sistema comunitário, o serviço público e a gastronomia )

- As Comissões de Festas (recolha de fundos e formação para a vida e Corpos Gerentes da Comissão)

- O Grupo Recreativo (aproximar gerações e novos horizontes desportivos, recreativos e culturais)

Deixou também alguns apelos à reflexão:

- Dos Avós que residem no Trinhão e Vale Porco – para tentarem compreender melhor os netos

- Da pessoas que ainda vão indo ao Trinhão – para participarem nos serviços associativos quando estão de férias e estarem disponíveis para investir nesta área

- Das pessoas que residem no Trinhão e Vale Porco – para terem um convívio mais saudável

- Dos Jovens descendentes do Trinhão e Vale Porco – para participarem em iniciativas para se conhecerem melhor e alterar as condições actuais das aldeias

- Dos Trinhaenses que procuram locais para Férias – para participarem em projectos turísticos que vão de encontro às potencialidades do Trinhão

A terminar, referiu o Turismo de habitação ( ou de aldeia ), para evitar que ao abandono da Grota e das Fontes se siga o Vale Porco e o Trinhão. Para esta ideia deixou 4 perguntas:

1.ª - Estariam os Trinhaenses dispostos a encarar a hipótese de aceitar Turistas Portugueses e Estrangeiros? (em férias ou fim de semana no Trinhão ou Vale Porco )

2.ª - Estariam dispostos a acolhê-los e a partilhar com eles as coisas que nós gostamos? ( as matanças do porco, o peixe do rio, a broa, a tiborna de bacalhau, as couves de monte, o medronho, o bailarico, etc. )

3.ª - Estariam dispostos a investir algumas economias? ( em iniciativas apoiadas pelas Autarquias e organismos competentes e em parceria com entidades que possam fazer a sua promoção )

4.ª - Estariam dispostos a vender terrenos ou Casas antigas? ( Pelo preço justo para esses projectos )

HERMANO DE ALMEIDA

( Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra )

Agradeceu o convite e manifestou a sua enorme satisfação por participar neste Colóquio.

Apresentou as apostas do Município na actividade industrial, que passam pela criação de 3 polos:

- Alto das Aldeias; - Portela de Unhais; - Folgares.

Relativamente ao Parque Industrial do Alto das Aldeias (o primeiro a ser implementado) referiu:

- As dificuldades na aquisição dos terrenos e na sua desanexação da REN (Reserva Ecológica Nacional)

- Adiantou também alguns aspectos importantes das condições vantajosas de cedência de espaços aos interessados em instalar-se neste Parque a custos reduzidos e com infra-estruturas totalmente suportadas pela Câmara Municipal.

Apontou também o exemplo da Associação de Produtores Florestais e a reserva de caça criada em Fajão.

Salientou os excelentes recursos do concelho em beleza natural, boa água e bom ar. Reforçou as ideias apresentadas, nomeadamente quanto à Agricultura Biológica (Dr.ª Dores Guerreiro) e Turismo de Aldeia (Dr. Anselmo Lopes).

Referiu-se ao 3.º Quadro Comunitário de Apoio ( FEOGA, Plano Regional de Economia e Turismo de Aldeias, entre outros ).

Finalmente, disponibilizou os serviços dos Técnicos da Câmara Municipal para apoiar as iniciativas que venham a ser dinamizadas.

Já no período do debate respondeu a algumas questões da assistência, destacando-se:

- A inviabilidade de instalação de uma rede de saneamento básico no Trinhão com o actual número de habitantes, embora aceitasse a ideia de se poder estudar a construção de uma ou duas fossas colectivas;

- a viabilidade de construção e reconstrução, nomeadamente para os projectos de turismo de aldeia, dentro dos limites do perímetro urbano já hoje autorizados, apesar das condicionantes da zona de reserva ecológica nacional.

MANUEL DA QUELHA

( Moderador dos trabalhos do Colóquio )

Agradeceu as intervenções de todos os Oradores e a participação de todos os presentes (cerca de 90 pessoas).

Incentivou os Trinhaenses a porem em prática as ideias apresentadas.

Como primeiro passo para que isso seja possível propôs a FUSÃO entre a COMISSÃO PROGRESSIVA DA POVOAÇÃO DE TRINHÃO e o GRUPO RECREATIVO DE TRINHÃO.

Esta parte da Intervenção foi simbolizada com a projecção do slide com os símbolos das duas colectividades entre as frases:

T R I N H Ã O
Vale Porco - Grota - Fontes
... Que Futuro ? !...

E com os aplausos de todos os participantes deu por encerrado o Colóquio.

Em seguida, todos os presentes se dirigiram para o RESTAURANTE ROSA (junto às Grutas de Santo) onde decorreu um animado Almoço, seguido do Bolo de Aniversário da C.P.P.T., cujas velas foram apagadas pelo Sr. Manuel Simões (Cartaxo) e Esposa, que completavam 54 anos de casados.

A maioria dos participantes foram ainda visitar as Grutas, antes de regressarem ao Trinhão (no autocarro gratuitamente cedido pela Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra) e a Lisboa (no autocarro alugado pela Comissão).

A ORGANIZAÇÃO DO COLÓQUIO

Actualmente as coisas estão em curso conforme os projectos desta Comissão, não è neste trabalho intenção, nem nunca foi, colocar-me como objecto escrito de projecção ou identificação desta Comissão.

È acima de tudo deixar desta forma escrita e identificada eventos que fui directamente animador, porque para mim, podem um dia acabar as comissões deste concelho, mas as pessoas e os factos ficam.

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